sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

UM SONHO MAIS QUE ESQUISITO


Sonhei que estava no alto de uma duna, olhando a lagoa, lá em baixo, me convidando para um mergulho.
              Estava me preparando para descer correndo e mergulhar naquelas águas cristalinas, quando ao olhar para o lado, vi o esqueleto do pirata do Caribe, parado, olhando a lagoa lá em baixo, talvez também querendo descer correndo a enorme duna e mergulhar como eu.
Ele segurava sua caveira(cabeça) na mão direita. De repente, ele me passou aquela caveira fazendo sinal para que eu a segurasse.
Eu a peguei, mas ela escorregou e rolou duna abaixo, fazendo um rastro na areia.
Sem pestanejar, desci correndo atrás dela, para não deixá-la cair dentro da lagoa.
Estava bem perto de segurá-la, mas ela ficou a meio palmo de cair na água. Ela ficou presa pelos longos cabelos dourados, num galho seco, enfiado na duna.
Na velocidade, mergulhei na lagoa e quando pude olhar para cima, avistei o esqueleto cercado por uma porção de peixes batendo palmas para mim. E a caveira, enganchada pelos cabelos, sorria para mim, batendo os dentes.
Olhando bem, novamente, percebi que o esqueleto lá em cima, segurava nos ombros, um outro esqueleto de um macaco. Aí sim, percebi que não era mais o pirata do Caribe, pois pela tanga que usava, só poderia ser o Tarzan.
Então, acordei. E não me lembro mais de nada.

SONHO DE EDISON RODRIGUES PAULINO – 08/12/2016

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

OVNI


Quando abri a janela do meu quarto esta manhã, fiz o que sempre faço todas as manhãs.
Dei uma olhada em volta e também para cima. Sempre gosto de olhar o céu azul e as nuvens fazendo figuras no espaço, isto quando o sol não está muito forte ofuscando a vista. Mas, o que vi lá em cima me deixou bastante curioso.
Um objeto não identificado ainda por mim, sobrevoava com muita rapidez sempre mudando de lado. Às vezes para cima, outras para os lados, para baixo e para trás. Também ficava parado por alguns segundos.
Estava muito longe, não passava de um grande ponto preto distante no espaço.
Ele fazia acrobacias no céu, numa velocidade espantosa, o que aguçou mais minha curiosidade.
Eu precisava fechar a janela, tive que esperar, a curiosidade foi mais forte e fiquei ali de olhos fixos naquele objeto que voava de maneira tão estranha por sobre os edifícios.
Ele estava ficando maior, significando que estava mais próximo. Gritei para a mulher trazer a máquina fotográfica.
Tinha que registrar este momento. Um OVNI bem aqui na minha janela. Um furo fotográfico. Nunca acreditara nesse negócio de objetos voadores não identificados. Agora estava bem ali, na minha frente, era só clicar e pronto.
Já pensava em vender as imagens para os jornais e a televisão. Ia ganhar uma nota.
Fiquei ali clicando, clicando e ele se avolumando, se avolumando, meu coração acelerava à medida que se aproximava.
 Não era um disco, parecia mais um grande charuto, até que de repente desceu, não, caiu.
Era um grande saco plástico preto. Fechei a janela antes que o vento o trouxesse para dentro do meu quarto.

Autor: Edison Rodrigues Paulino -11/10/2016

domingo, 27 de março de 2016

PREOCUPAÇÃO DE MÃE. Pode isso, filho?



Filho, vê se pode uma coisa dessas?
Um dia alguém me falou que ia dar uma tijolada na saudade.
Eu então, retruquei ...
Se você jogar um tijolo na saudade, ela pode morrer, aí, você deixa de semear expectativa.
Sem expectativa, você não espera, não colhe o tão sonhado fruto da esperança.
Ah! Os sonhos, estes, olha, virarão pesadelos.
Deixa também de existir o romance e com este o romantismo.
A poesia coitada, nunca se encontrará com o poeta, e logo não vai rimar.
A lágrima não brota e os olhos secam.
Sem a saudade, as janelas deixam de ter sentido, os ponteiros do relógio, sem utilidade param enferrujados.
O tempo então, coitado, pira, não sabe o que fazer, se para, se voa, se corre, se vai ou se fica.
E as feridas? Com o tempo pirando, ele deixa de ser o médico de todas elas. Ninguém vai ter coragem de dizer, só o tempo cura.
Cuidado, pense bem antes de atirar um tijolo na saudade.


Autor; Edison Rodrigues Paulino – 27/03/2016