sábado, 15 de julho de 2017






 SOLITÁRIO SER

Já consolei o céu
Dos pecados da terra.
Fui Cristo e,
Vislumbrei a solidão.
Senti a pequenez do ser,
Aprisionado na vastidão,
Desorientado na imensidão,
Perdido num diminuto astro,
Procurando o caminho,
Prisioneiro do destino,
Dominando as estrelas,
Viajando nas lonjuras galácticas,
Em vão, solitário, pecador.
Afrontando demônios, então,
Roguei a Deus pelos homens.
Chorei.
Preguei meu corpo
Na cruz da vida
E o caminho do Calvário
Já percorri,
Não com a indolência do homem,
Mas sim com o vigor do Deus,
O mesmo dos Judeus,
O meu Deus.
Meus pés sangraram.
Meus ombros doeram.
Todos os meus músculos sentiram,
Os pregos que me cravaram
Os deveres terrenos
Por eu sonhar ser Deus também.
Agora, olho minhas chagas,
Penetro-me um olhar divino
Que aos poucos se esvai
E me devolvo ao mundo
Caindo da cruz,
Vejo-me a blasfemar,
Limpo das chagas,
De corpo são.
As dores, já não as sinto.
Sou homem, deveras.
Nunca serei Deus,
Nem talvez.
Ao universo me volto contemplativo,
Vislumbrando no firmamento,
Das estrelas, a solidão.


AUTOR: Edison Rodrigues Paulino -15/07/2017

domingo, 18 de junho de 2017

O PIRATA ANDALUZ E A FADA LINDA FLOR (final)


Enquanto os dois se divertiam fazendo planos para o futuro com sua nova casa de chá a bela fada negra e seus amigos estavam de volta ao terreno nos fundos do Haras do conde Wilson.
─Pronto, chegamos e vocês estão livres e podem ficar sossegados que ninguém vai mais persegui-los aqui. Falou a Fada enquanto Hentão abria a porta do carro e deixava os dois animais saírem. 
─Auauauau?Auauau. Obrigado, minha fada querida, mas qual é o seu nome? afinal sabemos que esse negócio de Gata de Visom era só invenção daquele pirata pirado. Perguntou Isadora.
─Certo querida, meu nome é qualquer um que se refira à natureza, mas podem me chamar de Bela Flor e sempre que precisarem podem chamar por este nome e eu estarei aqui para ajuda-los, mas também podem esperar que se precisar de vocês dois, eu também virei procurá-los por aqui. Então adeus, fiquem em paz vocês têm muito que conversar e brincar daqui pra frente. Despediu-se a fada.
Hentão deu a partida e o carro saiu devagar rumo à cidade, quando de repente ouviu-se um grito.
─Au!Au!Au!( Espere! Espere! Espere!). Era Gandolfo correndo atrás do carro e gritando.
  O carro parou e a porta se abriu. Gandolfo entrou por ela e pulou no colo da Fada. Isadora ficou parada onde estava sem entender nada, e ficou mais sem entender nada, quando a porta se abriu de novo e em vez de Gandolfo, ela viu descer um grande e charmoso gato brando com manchas pretas.
Ele veio correndo todo contente, e chegando perto de Isadora, em vez de parar, andou em volta dela e parando depois bem à sua frente falou com voz melodiosa.
─Aumiau! Miauau! (Oi oi, atinha! Oi Gaaatinhagatinha) Meio atrapalhado.
─Miaumiau?(Quem é você)? MiauMiauMiauu! (Que fala esquisita essa sua!) Estranhou ela.
-MiaMiauau.? (VoVocê não meme reconhece?) Pergunta ele.
─Miau. MiauMiau?MiauMiau?( Não. Onde está o Gandolfo? Porque ele não vem?
Enquanto eles estavam ali conversando, o carro da Fada foi embora deixando-os sozinhos naquele terreno.
─Miauau! Miau. (Amimiga, sou eeu. Gandolfo). Enfim conseguiu falar.
─MiauMiau Miau! (Não, não. Você não é o Gandolfo, não.)
─Aumimiauuau? (Sosou eeu, poposso exexplicar?). Pediu ele.
─Miaumiau ?Miaumiau?. (Sim. Mas porque? E porque você está gago? Perguntou ela de novo.
─Miaau Miau Miau Miau. ( Esespere. Eu pepedi para a Fada, sempre gogostei dede você? Tentou explicar Gandolfo.
─Miaumiaumiau? (Mas, precisava se transformar em gato e num gato gago?) Replicou ela.
─MiauMimiaau.Miaumiau. (Olha, sósó aasim eu posso acompanha-la, susubir nas araarvores e nos teeelhados.Com o tetempo eeu paparo de gagaguejar. Explicou de novo.
─Miaumiaumiaumiau. (Que bonitinho, eu gostei, agora vê se consegue me pegar). Falando isso ela saiu em disparada e rapidamente alcançou um dos galhos mais altos da árvore mais próxima.
─MiauMiau. (Ei. Me espere). Gritou Gandolfo correndo e também alcançando o galho da árvore.
─Miaumiauau. ( Consegui.)  
─Miaumiau. (Ei, parei de gaguejar) Miau! (Legal!)
Lá de cima os dois observavam o chão em baixo e Gandolfo se sentiu tão feliz que se recostou e lambeu o rosto de Isadora, e os dois ficaram ali parados por muito tempo curtindo esta nova vida.
FIM
AUTOR: Edison Rodrigues Paulino.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

OS OLHOS TERRÍVEIS E HORRIPILANTES DA NOITE ( e o nefasto confronto)



Na noite do dia 25 de fevereiro, O agente da polícia civil, Ribamar Pastolo, depois de passar o dia em perseguição a uma quadrilha que assaltara a agência da Caixa Econômica, localizada dentro do Shopping Monumental, no final da madrugada, deste mesmo dia, no bairro do Renascença em São Luís, passara boa parte da noite em campana, juntamente com vários outros agentes e policiais militares, esperando que os meliantes saíssem do mangue onde se esconderam desde o final da tarde, sem muito sucesso, voltava enfim para casa, para um devido descanso.
Ele voltava para casa, exausto, uma vez que fora substituído por outro agente, descansado, e como sempre fazia, deu primeiro uma volta completa no quarteirão do conjunto residencial onde morava, buzinou de leve para o vigia, o Edgar, que parecia cochilar num canto do começo da rua.
Quando chegou no final da rua, antes de retornar, pela rua lateral, avistou pelo retrovisor um vulto passando pelo vigia, que mais parecia com uma mulher, apressada por causa do avançado da hora.
Deu a vota, circundando pela rua paralela à sua, chegando de novo próximo ao local onde avistara o vigia cochilando, mais à frente avistou-o, ou parecia ele, seguindo a mulher que ia mais à frente. Não se preocupou muito, por que esta era a função dele, proteger as pessoas, além de vigiar as casas.
Parou então em frente ao portão de casa e esperou que este se abrisse, pois já havia apertado o botão do controle remoto que o abriria, mas antes já havia anunciado para a esposa que estava do lado de fora tentando entrar. Tudo era feito com a máxima segurança devido ao grande número de assaltos pela cidade e também por aquelas redondezas.
Ribamar era policial, andava armado e só tirava o colete à prova de balas, quando estava na segurança do seu lar, mas não facilitava, sabia que o marginal não tinha nada a perder, era tudo ou nada. Quando abordam uma vítima, estão dispostos a matar ou morrer, a vida para eles tem pouco valor, sabem que neste ramo criminoso eles têm vida curta, não por causa da concorrência, mas porque a qualquer momento podem ser presos, baleados e até mortos, quando isso não ocorre dentro das dependências do presídio, por facções rivais ou por brigas internas.
A vida é uma mercadoria muito barata para eles. Por isso todo o cuidado ainda é pouco.
Parou neste momento sem explicação, seu corpo ficou paralisado, travado. Um arrepio atravessou seu corpo, indo se alojar no couro cabeludo, deixando-o enrijecido e fazendo os fios de cabelo se eriçarem. Isso aconteceu no exato momento em que escutou um som agudo, estridente e alucinante e ao mesmo tempo o grito apavorante da mulher.
Instintivamente pegou a arma que estava sobre o banco do passageiro e saiu do carro com ela em punho, avistando um vulto enorme cobrindo quase totalmente o corpo da mulher com um grande manto negro. Então, segurando a arma e apontando-a em direção aos dois gritou alto:
─ Pare ou atiro...
Não obtendo sucesso, atirou sem pestanejar duas vezes, mas para o alto. Esperou para ver o efeito que o som dos tiros fizeram, quando percebeu que o corpo da mulher caiu pesadamente na calçada e o vulto horripilante se voltava para ele.
Nosso agente sentiu apavorado que a enorme criatura se avolumava em sua direção, aí sim, não teve dúvidas, atirou várias vezes em sua direção. As balas não faziam efeito nenhum, e a horrível criatura estava tão perto que nosso agente pode sentir seu odor alucinante já impregnando todo o ar e o asfixiando. Ainda assim, meio grogue, conseguiu descarregar a arma em direção ao monstro que já o dominara quase completamente.
Sentiu-se totalmente dominado por aquele gigante horripilante que lhe penetrara as carnes com suas enorme garras afiadas. Todas as suas forças estavam sendo sugadas pela horrível criatura, seu rosto estava sendo esmagado por uma força estranha e espetacular.
Os Olhos Terríveis e Fumegantes da Noite já lançara seu silvo horripilante que apavorava todos que estivessem por perto ou nas redondezas.
De súbito, uma surpresa, no vão aberto da garagem surge uma bela mulher seminua, que ao se deparar com aquela cena horrorosa, gritou apavorada vendo o marido subjugado por uma estranha horripilante criatura.
A mulher gritou tão alto e com tanto desespero, que a fera, titubeou e parou, olhando aquela mulher linda e apavorada quase nua à sua frente; era a esposa do policial que viera abrir o portão para o marido entrar.
Alguma coisa aconteceu, neste exato momento, lhe pareceu que todas as forças do mal, todas as potestades que habitam as profundezas malignas do inferno estavam conspirando contra ele.
O corpo do policial caiu pesadamente no chão, a mulher que viera também armada, não pensou duas vezes, disparou a arma que trouxera, toda em direção àquela enorme e apavorante criatura, para depois cair desfalecida.
O sinistro ser das trevas, se aproximou daquele belo corpo caído e pela primeira vez seu ímpeto não foi de perfurar seu pescoço, nem apoderar-se de sua alma perfurando seus olhos, simplesmente curvou-se e tocou sua pele macia, mas de repente sentiu-se cercado por um punhado de pessoas, homens e mulheres que vieram em socorro dos vizinhos que estavam em perigo, não eram muitos, só que, para o tenebroso monstro envolto em seu manto negro, mais de duas pessoas já lhe atrapalhavam a mente e ele se sentia acuado. Tanto que levantando-se rodopiou o corpo tentando assustar quem estava por perto com seu assobio alucinante e pavoroso. As pessoas até se encolheram de medo, em primeiro momento, mas como eram muitas se encheram de coragem e avançaram em sua direção.
A estranha e medonha criatura surpreendeu a todos com sua velocidade e força incríveis, de um salto ganhou os telhados das casas e em outro instante desaparecia sob os olhares atônitos dos vizinhos de Ribamar.
Passado o susto, as mulheres correram para socorrer a esposa do agente caída nas entrada da garagem, enquanto alguns homens tratavam de socorrer Ribamar que se esvaia em sangue quase sem vida.

Colocaram-no em seu próprio carro e o levaram às pressas para o hospital Djalma Marques, que atendia também funcionários do governo do estado.

terça-feira, 28 de março de 2017

O PIRATA ANDALUZ E A FADA LINDA FLOR (início)

             
  
O Pirata Andaluz veio caminhando com passos apressados por um terreno pedregoso. Ele vinha com uma grande pá em uma das mãos e na outra um canudo como aqueles onde se colocam diplomas de formatura. Por causa da pressa, de vez em quando tropeçava em uma pedra que lhe aparecia  distraída no meio do caminho.
─Aí, que pedra mais desastrada, por que ficas no meu caminho? Gritou.
              Parando, colocou as mãos na cintura e exclamou:
─ Sua enxerida, por acaso estás a me vigiar? Cuidado que eu posso transpassá-la com minha espada de pirata!
              Mesmo assim, tropeçando aqui e acolá, nosso pirata seguia em frente.
De vez em quando diminuía o ritmo e olhava para trás e para os lados como que procurando se estava sendo seguido ou se havia alguém mais nos arredores. Às vezes tirava da cintura um pequeno monóculo e colocando-o nos olhos procurava por algum bisbilhoteiro.
─Eu tenho que tomar muito cuidado, até as pedras podem estar a serviço dela. E aquelas arvores, também são muito suspeitas. Sussurrou para o vento.
De repente parou. Olhou de novo para todos os lados, abriu o canudo e tirou de dentro dele um pedaço de tecido que tinha um mapa desenhado. Parecia um mapa do tesouro.
Rodopiou com o monóculo no olho e se certificou no mapa que o lugar era aquele mesmo. Como dizia o mapa, estava diante da pedra do dedo mágico.
─ Isto, é aqui mesmo, meu mapa e minha memória centenária não me falham. HÁHAHAHAHA!. Sorriu contente nosso pirata por se certificar que estava no lugar certo.
Passou a mão na pedra em forma de dedo, como se estivesse alisando um talismã. Recostou-se nela. Enfiou a mão no bolso e tirou uma velha bussola desgastada pelo tempo com o vidro trincado, colocou-a na mão e verificou todas as coordenadas e falou.
─Aí, minha amiguinha, companheira de longas viagens, muitas pilhagens, tu nunca me falhastes.
 Virou-se então para a direção noroeste. Perfilou-se, tomou de novo o monóculo, girando em todas as direções, certificou-se mais uma vez que estava sozinho.
─ Para lá, pirata, naquela direção e não te desvies, por favor. Ordenou pra si mesmo.
Encostado na grande pedra e sempre olhando para o mapa, se preparava para iniciar uma caminhada cadenciada quando pensou ouvir alguma coisa, parou. Com a mão em concha sobre o ouvido esperou.
De repente escuta um som estranho.
─ Miaaauuu!!! ( Ai que dia lindo!) Suspirou Isadora.
─ O que? Gritou assustado. Quem está aí? Rodopiou o corpo de novo com a espada em punho, mas não viu nada.
─ Miaaauuu ,Miauu??! (Opa! Quem é este cara? E porque está tão nervoso?   Que roupa esquisita! Será que ele trabalha no palácio da Rainha?)
Numa destas rodopiadas, ele deu de cara com Isadora, em cima da pedra do Dedo, deitada, com as patas para a frente e o rabo para cima abanando.
─Quem és tu afinal? Perguntou nosso pirata. O que estás fazendo aí? Gritou mais alto.
─Miau Miau Miau?! Respondeu Isadora, lambendo a patinha direita que estava mais próxima de sua língua. (Olá! Seu bobo! O que fazes aí todo assustado? Pareces meu amigo Gandolfo. Ele vive correndo atrás do rabinho, igualzinho tu. Eu estou tranquila, deitadinha, curtindo uma sombra, Ah que preguiça!) Miau! (Até parece que nunca viste uma gatinha tão linda como eu!)
─O que? Tu só sabes miar? Aposto que és uma feiticeira. Gritou de novo o homem.
─Quem te mandou   espionar -me? Vamos desembucha logo, se não eu vou até aí e te faço em pedaços com minha espada de pirata! Falava e gesticulava, enquanto dava voltas na pedra para ver se conseguia subir até a gata.
Isadora acompanhava tranquila as voltas que o homem dava na pedra e miava.
─Miau?Miau. (Queres subir? É muito fácil é só dar um pulinho, assim olha.)
─Tu não queres descer por bem, não é? Então vais descer por mal. Dizendo isto, sentou-se na pedra e tirou uma das botas.

─Agora sim, vais ver com quantos paus se fazem uma canoa. Eu já vi fazerem isto com ratos no convés do meu navio, deve servir para gatos também, lá vai. Falando isso, lançou a bota em direção de Isadora, mas esta não chegou nem perto. A pedra não era muito alta, mais ou menos uns três metros de altura, mas a bota era pesada e seu cano longo dificultava que atingisse uma altura maior. A bota bateu um metro abaixo dela. 

Autor: Edison R. Paulino -278/03/2017

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

UM SONHO MAIS QUE ESQUISITO


Sonhei que estava no alto de uma duna, olhando a lagoa, lá em baixo, me convidando para um mergulho.
              Estava me preparando para descer correndo e mergulhar naquelas águas cristalinas, quando ao olhar para o lado, vi o esqueleto do pirata do Caribe, parado, olhando a lagoa lá em baixo, talvez também querendo descer correndo a enorme duna e mergulhar como eu.
Ele segurava sua caveira(cabeça) na mão direita. De repente, ele me passou aquela caveira fazendo sinal para que eu a segurasse.
Eu a peguei, mas ela escorregou e rolou duna abaixo, fazendo um rastro na areia.
Sem pestanejar, desci correndo atrás dela, para não deixá-la cair dentro da lagoa.
Estava bem perto de segurá-la, mas ela ficou a meio palmo de cair na água. Ela ficou presa pelos longos cabelos dourados, num galho seco, enfiado na duna.
Na velocidade, mergulhei na lagoa e quando pude olhar para cima, avistei o esqueleto cercado por uma porção de peixes batendo palmas para mim. E a caveira, enganchada pelos cabelos, sorria para mim, batendo os dentes.
Olhando bem, novamente, percebi que o esqueleto lá em cima, segurava nos ombros, um outro esqueleto de um macaco. Aí sim, percebi que não era mais o pirata do Caribe, pois pela tanga que usava, só poderia ser o Tarzan.
Então, acordei. E não me lembro mais de nada.

SONHO DE EDISON RODRIGUES PAULINO – 08/12/2016

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

OVNI


Quando abri a janela do meu quarto esta manhã, fiz o que sempre faço todas as manhãs.
Dei uma olhada em volta e também para cima. Sempre gosto de olhar o céu azul e as nuvens fazendo figuras no espaço, isto quando o sol não está muito forte ofuscando a vista. Mas, o que vi lá em cima me deixou bastante curioso.
Um objeto não identificado ainda por mim, sobrevoava com muita rapidez sempre mudando de lado. Às vezes para cima, outras para os lados, para baixo e para trás. Também ficava parado por alguns segundos.
Estava muito longe, não passava de um grande ponto preto distante no espaço.
Ele fazia acrobacias no céu, numa velocidade espantosa, o que aguçou mais minha curiosidade.
Eu precisava fechar a janela, tive que esperar, a curiosidade foi mais forte e fiquei ali de olhos fixos naquele objeto que voava de maneira tão estranha por sobre os edifícios.
Ele estava ficando maior, significando que estava mais próximo. Gritei para a mulher trazer a máquina fotográfica.
Tinha que registrar este momento. Um OVNI bem aqui na minha janela. Um furo fotográfico. Nunca acreditara nesse negócio de objetos voadores não identificados. Agora estava bem ali, na minha frente, era só clicar e pronto.
Já pensava em vender as imagens para os jornais e a televisão. Ia ganhar uma nota.
Fiquei ali clicando, clicando e ele se avolumando, se avolumando, meu coração acelerava à medida que se aproximava.
 Não era um disco, parecia mais um grande charuto, até que de repente desceu, não, caiu.
Era um grande saco plástico preto. Fechei a janela antes que o vento o trouxesse para dentro do meu quarto.

Autor: Edison Rodrigues Paulino -11/10/2016