quarta-feira, 26 de novembro de 2014

AVISO DE UTILIDADE PÚBLICA



Um blog pode ser também um instrumento de educação pública no que se refere à leitura de certas notícias estampadas em jornais que ao leitor menos desavisado dizem somente aquilo que está escrito ou estampado.
O que podemos fazer é ensinar o leitor saber ler o que está entre as linhas do que está escrito.
                   Na grande maioria das vezes o que está escrito, descreve somente o acontecimento em si, como atropelamentos, assassinatos e outras notícias corriqueiras.
 Mas, existem uma série de notícias de mortes e assassinatos pelo mundo que poucas pessoas se dão conta de procurar saber exatamente porque aconteceram.
Sim, porque nas páginas dos jornais, são somente crimes sem suspeitos, ou com suspeitas infundadas.
Quando tive contato com o SSEA, pude constatar que existem em nossa cidade assim como em várias grandes cidades espalhadas pelo planeta, notícias sobre assassinatos que somente uma investigação policial comum ou mesmo pericial não podem e não conseguem chegar à um suspeito ou à uma causa plausível.
São os chamados crimes sem solução. Em alguns destes casos, às vezes são plantados vestígios e até impressões digitais falsas que incriminam pessoas que já têm antecedentes criminais. Tais crimes sem solução é claro não foram praticados por pessoas, ou seja, por seres humanos.
Muitos destes crimes são praticados por um ser apavorante que povoa as noites escuras e os lugares ermos, os becos escuros e ruas sem saídas.
A polícia atribui estes crimes à diversos tipos de motivação, mas nunca os relaciona verdadeiramente com o nosso personagem diabólico que povoa as noites das grandes cidades.
Este ser apavorante que habita várias cidades espalhadas pelo mundo tem o nome apavorante de Olhos Fumegantes e Terríveis da Noite.
Então:
                            CUIDADO COM OS OLHOS FUMEGANTES TERRÍVEIS DA NOITE.

ASSASSINATO À BEIRA MAR Sexto episódio




O delegado, Elias Costa, mais conhecido pelos seus subalternos como Dr. Costa, estava sentado em sua sala, distraído, pensando que estava quase na hora de deixar a delegacia. Esperava somente a chegada do seu substituto, o delegado de plantão, o Osmar, que às vezes chegava um pouco atrasado por causa dos seus problemas com a diabetes, em estágio avançado.
O Osmar, não tinha jeito, não levava a sério as recomendações dos médicos e comia de tudo, quer dizer, tudo o que não podia comer. Estava fazendo hidroginástica por recomendação do médico, mas mesmo este exercício às vezes relaxava. O seu médico lhe dissera, que ele ainda não morrera por que não fumava. Este era o único fio que o ligava à vida. E, ele vivia se gabando disso, como se fosse uma vitória.
 Foi absorto nestes pensamentos que Elias recebeu o escrivão Josias.

― Dr. Costa, recebi um comunicado de um crime ocorrido próximo daqui, na Avenida Beira – Mar, aqui perto, parece que assassinaram um casal a tiros.
O delegado escutou o relato do escrivão e pediu para que ele chamasse imediatamente ao seu gabinete os agentes Amorim e Rafael e depois ligasse para redação do jornal O Imparcial e pedisse ao Nascimento que mandasse o seu melhor homem para fazer a cobertura do crime.
― Josias, pode ligar daqui da minha sala mesmo. Só espalhe a notícia depois que nós estivermos no local. Espere, me dá este telefone, deixa que eu mesmo ligo para o Nascimento, te encarregas de chamar os detetives. Olha aqui. Com prudência.
Os dois detetives não estavam muito longe, a sala deles era a segunda depois da sala do delegado no mesmo corredor, rapidamente ficaram sabendo do acontecimento e também com a mesma presteza atenderam ao chamado do chefe.
Quando os dois auxiliares chegaram, o delegado encaminhou-se ao local do crime e enquanto andavam colocava os outros dois à par dos acontecimentos. Na verdade nem ele tinha muita informação sobre o caso.
Ao chegarem ao local, encontraram os corpos caídos, no mesmo lugar onde dona Genoveva os encontrara, já cercados por meia dúzia de curiosos. Os militares, que chegaram alguns segundos antes do trio, já haviam cercado os corpos com fita listrada para manter os curiosos afastados até que a perícia chegasse. O sargento Matias recebeu o delegado com uma continência rápida e lhe apresentou o boletim de ocorrência o famoso BO. O delegado leu e depois perguntou se já haviam chamado a perícia. Os dois agentes vasculharam o local à procura de algum vestígio ou capsula que pudesse ser usado como prova contra um possível assassino, examinaram os corpos sem tocá-los com as mãos, para não deixar impressões digitais, usaram luvas para este trabalho.

sábado, 15 de novembro de 2014

CORAÇÃO PARTIDO


Um coração partido
É um coração doído,
Um coração sofrido,
Um corpo dolorido.
Na cabeça, um comprimido,
Nos olhos, um lenço torcido,
Nos lábios, um choro espremido
E o coração, de novo oprimido.
Do peito, um arfante gemido,
Do amigo, um abraço oferecido,
Um choro fingido
E um sorriso amarelecido.

EDISON RODRIGUES PAULINO
14/11/2014