sexta-feira, 14 de outubro de 2016

OVNI


Quando abri a janela do meu quarto esta manhã, fiz o que sempre faço todas as manhãs.
Dei uma olhada em volta e também para cima. Sempre gosto de olhar o céu azul e as nuvens fazendo figuras no espaço, isto quando o sol não está muito forte ofuscando a vista. Mas, o que vi lá em cima me deixou bastante curioso.
Um objeto não identificado ainda por mim, sobrevoava com muita rapidez sempre mudando de lado. Às vezes para cima, outras para os lados, para baixo e para trás. Também ficava parado por alguns segundos.
Estava muito longe, não passava de um grande ponto preto distante no espaço.
Ele fazia acrobacias no céu, numa velocidade espantosa, o que aguçou mais minha curiosidade.
Eu precisava fechar a janela, tive que esperar, a curiosidade foi mais forte e fiquei ali de olhos fixos naquele objeto que voava de maneira tão estranha por sobre os edifícios.
Ele estava ficando maior, significando que estava mais próximo. Gritei para a mulher trazer a máquina fotográfica.
Tinha que registrar este momento. Um OVNI bem aqui na minha janela. Um furo fotográfico. Nunca acreditara nesse negócio de objetos voadores não identificados. Agora estava bem ali, na minha frente, era só clicar e pronto.
Já pensava em vender as imagens para os jornais e a televisão. Ia ganhar uma nota.
Fiquei ali clicando, clicando e ele se avolumando, se avolumando, meu coração acelerava à medida que se aproximava.
 Não era um disco, parecia mais um grande charuto, até que de repente desceu, não, caiu.
Era um grande saco plástico preto. Fechei a janela antes que o vento o trouxesse para dentro do meu quarto.

Autor: Edison Rodrigues Paulino -11/10/2016

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