quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

ASSASSINATO À BEIRA MAR - 12º EPISÓDIO - pegou a bolsa e a máquina fotográfica e se dirigiu para o estacionamento do jornal,



Imediatamente após deixar o seu recado, ele saiu e voltou para sua sala, arrumou a bagunça que estava sobre a mesa, pegou a bolsa e a máquina fotográfica e se dirigiu para o estacionamento do jornal, onde estava seu carro e de onde partiria para essa perigosa diligência, por isso não percebeu os gestos obscenos que o Viana fazia pelas suas costas enquanto saia.
O jornalista não percebera nada, mas Hélio, o rapaz encarregado do almoxarifado viu tudo, quando entregava na seção ao lado alguns pedidos de material de escritório. Viu também quando o Viana logo depois pegou o telefone e fez uma ligação enquanto olhava o relógio como se estivesse marcando um encontro com alguém. Ele não titubeou, como era muito amigo de João Fernandes correu para ver se o encontrava ainda em sua sala, como a sala estava trancada, pensou logo no estacionamento.
Correu para lá e o encontrou já fazendo manobra para sair.
― João, João... espere. Gritou ele. Olha...Foi logo falando todo afobado. ...eu vi quando você saiu da sala do Viana e vi também os gestos obscenos que ele fez na tuas costas. Esse cara não presta. Toma cuidado com ele. Completou.
― Hélio, não se preocupe. Eu vou checar uma denúncia lá pelos lados de Rosário. Quero que você fique por aqui e me dê cobertura. Certo amigão... estendeu o braço e bateu a mão espalmada na mão do outro saindo em seguida. Outra coisa, eu sou repórter investigativo e correr risco faz parte da profissão, está no sangue.
     João não era autoritário, mas a sua presença era impregnada de segurança.
O almoxarife ficou por ali um pouco até que o outro desaparecesse por entre os prédios e tomasse o rumo da Avenida Jerônimo de Albuquerque, depois entrou. No corredor principal deu de cara com o Viana que fez que não o viu e quase o derrubou com tanta pressa que estava. Os dois bateram ombro com ombro e Hélio levou a pior porque o outro era mais forte. Ficou sentindo o ombro dolorido por muito tempo. Ele parou para curtir a dor e ficou olhando o redator chefe da Seção de Classificados sair pela porta afora. Então, voltou-se e correu para ver o que ele ia fazer, já que este corredor dava acesso à rua em frente ao jornal e não ao estacionamento. Hélio ficou por ali, fingindo conversar com a moça da recepção enquanto olhava a rua em tempo de ver o Viana entrar em uma viatura da polícia que estacionara bem em frente ao portão de entrada. Ele ficou lá durante uns dois ou três minutos e depois saiu, olhou para todos os lados, desconfiado, contornou o prédio pelo lado de fora e se dirigiu ao estacionamento.
João por sua vez estava a caminho de Rosário, dirigia com calma, não tinha muita pressa para chegar, enquanto dirigia ia pensando em como fazer para flagrar os criminosos, tirar muitas fotos e depois voltar sem ser visto por eles. Ia nesses pensamentos que nem percebeu quando uma viatura policial de São Luís o ultrapassou, se dirigindo em alta velocidade para o mesmo destino que ele. Depois de quase uma hora de viagem, finalmente atravessou a ponte sobre o Rio Itapecuru, já saindo da cidade, mas ainda dentro dos limites de Rosário, não percorreu 10 quilômetros quando foi parado por uma barreira policial. Encostou o carro e o soldado pediu para que ele saísse do veículo.

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