segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

ASSASSINATO À BEIRA MAR - 11º Episódio - por causa de uma briga com outro colega do mesmo jornal.




João precisava deste caso, mas necessitava mais ainda conseguir desvendá-lo, era um caso de vida ou morte, ou mais precisamente, era a única maneira de conseguir manter seu emprego que estava por um fio, por causa de uma briga com outro colega do mesmo jornal.
O gerente do Jornal recebera uma grave denúncia do chefe da segurança do edifício. Ele encontrara João e outro jornalista, encarregado da seção de classificados engalfinhados, rolando no piso cimentado do estacionamento do Jornal. Os dois estavam muito machucados, eles estavam brigando, a princípio aos socos e pontapés, até que se agarram e caíram ao chão rolando de um lado para o outro.
Nenhum dos dois soube dizer por que estavam brigando. O outro tinha um cargo mais alto que João por isso estava menos ameaçado de ficar desempregado. 
Tudo começara, porque o jornalista estava encarregado de investigar um crime de assassinato no qual estavam também envolvidos alguns contrabandistas de armas, e que atuavam mais nas cidades do interior do estado.
Certo dia, João recebeu através de um informante que o esconderijo da quadrilha ficava na cidade de Rosário, já na estrada que vai para Morros, em um sítio próximo à estrada, conhecido como O Touro Negro, apesar de não existir nenhum gado sendo criado por lá.  Este foi justamente um dos detalhes que fez com que João também suspeitasse do local.
Algumas horas antes de pegar a estrada, para percorrer os quase 80 quilômetros que o separava do seu destino, foi até a sede do jornal para colocar o seu chefe a par do que iria fazer. No Jornal, não o encontrou, pois este ligara dizendo que não viria pela manhã, tinha alguns exames médicos para fazer. Não podia deixar um bilhete, pois poderia ser lido por qualquer pessoa, telefonar nem pensar, podia estar grampeado, então se dirigiu à outra seção, entrou, fechou a porta e com todo o cuidado comunicou ao Viana que era o chefe desta o que pretendia fazer.
― João, pode ficar sossegado, quando o Nascimento chegar eu passo o seu recado. Olha toma muito cuidado, esses caras são da pesada. Acho que você deveria comunicar isto à polícia, é mais seguro.  Não acha?
― Não, não! Polícia nem pensar. Segundo quem me passou a informação, parece que tem até um delegado metido nisso. Como meu informante não soube dizer o nome dele, eu não vou me arriscar. Respondeu João.


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