quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

ASSASSINATO À BEIRA MAR - 10º Episódio - Nós precisamos deste caso para nos mantermos empregados.



Na redação do jornal, o chefe de João Fernandes pediu para que ele trabalhasse auxiliando a polícia na investigação, pois fora solicitado pelo delegado da polícia civil, que já conhecia o bom trabalho que o jornal fizera em casos passados.
― João, eu sei que você não gosta de trabalhar em equipe quando está investigando, mas o Dr. Costa insistiu para que trabalhe auxiliando os dois detetives mais gabaritados da polícia para resolver este caso.
 Amigo, mesmo que eu ache que mais gabaritado que você não existe, em todo caso é pegar ou largar. Nós precisamos deste caso para nos mantermos empregados. Você, mais do que eu. Como tenho certeza que conseguiremos colocar o assassino ou assassinos na cadeia, estou tranquilo quanto ao nosso futuro. Meu amigo, estes dois foram escolhidos pela honestidade deles em muitos anos de trabalho e também porque têm muita experiência dentro da polícia. Eles conhecem os meandros da lei. Se existe algum policial que tem todos os bandidos catalogados só esperando uma ordem para pegá-los, são estes dois. Dá uma ligada para eles.
João foi para casa e no outro dia entrou em contato com o agente Amorim e pediu para encontrá-los na Praça Gonçalves Dias porque ali poderiam conversar sem serem ouvidos. Ele chegou uns 10 minutos antes da hora marcada, desceu a escadaria e entrou na Praça Maria Aragão, atravessou as duas pistas da avenida e entrou na pracinha, vasculhou todos os cantos por onde pudesse existir alguma pista pelo menos das cápsulas das balas, mas nada encontrou. Debruçou-se na mureta e olhou para baixo. E pensou:
― Será que a maré estava cheia? O assassino fugiu a pé ou de carro? Será que ele pulou ao mar? Saiu nadando ou havia alguém esperando por ele de barco?  Então, como ele escondeu as cápsulas das balas? Com certeza ele não estava só. Naquele dia já havia muita gente aqui quando a polícia chegou. Será que o assassino estava aqui, ele teve coragem de voltar e recolher as provas do crime? Bem o Delegado e seus agentes fizeram muitas perguntas naquele dia então é bom eu conversar com eles e tentarmos esclarecer este crime.
Quando ele voltou para a Praça já encontrou os dois agentes o esperando, se abraçaram como velhos companheiros e traçaram ali os planos para continuarem as investigações. Eles já se conheciam de outros trabalhos, mas também eram colegas de pelada. Todos os sábados à tarde os três se reuniam no sítio do Dr. Costa onde havia um campinho de futebol. João, depois que fora baleado na perna, parara de frequentar estas peladas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

MEU AMOR


Ah! Meu amor,

Olha para mim.

Estou ficando

Louco e apaixonado.

Não me deixe assim,

Com esta cara

E este jeito de coitado.

Olha pra mim

Quero me sentir

Assim,

do jeito que  você se sente,

Um pouco gente.

Diga sem mentir.

Tira de mim,

Este jeito demente,

Me Olhando

Bem de frente.

Estou esperando,

Olha pra mim,

Me chama de meu bem,

Diz logo que me ama,

Quer me levar pra cama,

Me deixar contente,

Louco apaixonado,

Todo feliz,

Tolo e abobalhado,

Acreditando neste amor.

Olha nos meus olhos,

Beija minha boca,

Me ama como louca

E diz que é paixão.

Sou seu grande amor

Sua vida,

Você sem mim

É só solidão.

Você comigo

É só tesão.

Ah! meu amor...

 

Autor: Edison Rodrigues Paulino

 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ASSASSINATO À BEIRA MAR - 9º Episódio - Ela tinha um álibi perfeito.




Que vergonha meu Deus.
Ela tinha um álibi perfeito e por enquanto estava fora de qualquer suspeita. Tinha conta conjunta com o marido, e não fizera grandes retiradas nestes dias.
O delegado não colocou ponto final nas investigações, por estar sentindo dificuldades em encontrar provas que o levasse ao assassino ou assassinos. A hipótese de que casal estava no lugar errado na hora errada, passava por sua mente.  Ele fazia esforços sobre humanos para não cair nesta armadilha e abandonar o caso.
Não foram encontradas testemunhas do crime. Segundo ele, foram mortos talvez por traficantes, ou ainda por policiais ou por alguma milícia. A autópsia dos corpos revelara que eles foram mortos por tiros disparados por arma de uso restrito da polícia militar, um revólver calibre 45.
Este fato reforçava a opinião do delegado e de seus auxiliares de que o assassino era militar ou a arma fora roubada do arsenal do quartel do comando geral da polícia militar. Então o suspeito poderia tanto ser militar ou fazer parte de alguma milícia ou ainda ser traficante de armas.
O Dr. Costa chamou os seus auxiliares, aqueles em que mais confiava, já que na delegacia e em toda a corporação sempre existia a suspeita de que muitos agentes eram desonestos e ajudavam bandidos dentro e fora das cadeias, e confiou-lhes a missão de não deixarem o caso esmorecer.
― Amigos. Começou ele. Tenho em vocês dois, mais do que grandes policiais, cumpridores dos seus deveres. Vocês são meus amigos de tantos anos. Nós resolvemos muitos casos juntos e muitos casos intrincados. Por isso é que eu estou passando para vocês a responsabilidade deste caso. Gostaria que vocês trabalhassem em conjunto com o meu amigo Nascimento do Jornal O Imparcial.  Ele vai nos mandar aquele jornalista azarado, mas muito competente o João Fernandes. Sei que vocês também gostam dele, por isso tenho certeza que este caso vai ser elucidado. Se preparem que a qualquer momento ele vai se comunicar com vocês, espero que vocês façam um bom trabalho juntos.