sábado, 13 de setembro de 2014

AMOR






Sopro de ar,
bafo de vida,
sabores de baixo.
Curvas morenas,
beijos e abraços.
Em espasmos de gozo
a terra estremece
o mundo gira
em cores dolorido,
num ato de amor,
calor,
prazer e êxtase,
delírios e encantos.

AUTOR – Edison Rodrigues Paulino


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

ANGÚSTIA



Ah!  Sufocante, delirante
e  lancinante dor .
Por que me fazes chorar
encolhido neste canto
a pensar, que a vida
é sem sabor ou
perdeu todo o seu encanto?

No meu coração te alojaste intrusamente,
esvaziando-me  completamente,
deixando em meu peito arfante,
dolorido e pungente ardor.

Desde então atarantado busco,
numa esperança desvairada,
a tão fácil felicidade.
Por que razão de mim a escondes?
Por que me fazes tatear e resvalar
procurando  por  frestas e  veredas,
se  tão fogosa, ela ao meu alcance está?

E então,  
porque só pra mim
não se abre?
Por que então se apresenta como
pequenino raio de luz
que se esconde de mim
sorridente  pelas  frestas?

Por que não te apiedas do meu sofrimento,
dor dilacerante e intermitente?
Por que fazes que,
por veredas imundas,
minha alma desfie à procura
da tão fácil felicidade,
se ela está  nas manhãs ensolaradas?

Por que então, eu a procuro ávido
entre as gotículas teimosas
antes que se evaporem por completo,
sob os raios quentes do sol?

Por que angustia sufocante
fazes chorar minh’alma?
Por que fazes padecer
este corpo invólucro,
que curvado anda,
sob o peso desta alma
molambuda e chorosa?

D’onde vens dor tamanha?
De onde veio a lança fulminante?
Qual algós meu coração transpassou?

Como e quando, tu felicidade,
para mim te abrirás?
Quando e como, me iluminarás
tu felicidade que te descortinas
como beldade faceira
e a mim escondes o corpo,
 como menina intacta e pura?

Retira o liquido dolorido deste cálice.
Afasta-te de mim oh dor infinda,
faz de mim um ser completo,
lançado ao mundo
de peito aberto,
sem medo e sem dor.

Oh!  Sufocante e lancinante dor,
retira-me deste canto sombrio,
esvazia minha alma chorosa
de toda gota dolorosa,
e coloca em meu semblante
um sorriso, uma esperança,
um pouco de fulgor.

Autor: Edison Rodrigues Paulino