segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ANDANTE NOTURNO

Aqui vou,
submerso em mim,
indigente no tempo,
estendendo o coração;
mendigo da vida,
carente de amor,
levando pelos caminhos,
a esmo maltrapilho,
este corpo molambudo;
abjeto de todos.
Andante noturno,
peregrino das sombras,
ando e resvalo
a procura de luz
por veredas imundas,
coberto de escárnio.
Esmolando um sonho
repleto de amor,
assim me vou
buscando lonjuras;
retirante, levando
um delírio imbecil
num sorriso idiota
desses lábios sofridos...

AUTOR: EDISON RODRIGUES PAULINO

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